Notícias

Atenuação acústica em tubulações hidráulicas prediais

Desde a publicação da Norma de Desempenho de edifícios habitacionais, a ABNT NBR 15575, o setor da construção civil brasileiro tem se mobilizado para atender aos requisitos e critérios exigidos na norma aplicados aos cinco sistemas construtivos da edificação: estrutura, pisos internos, vedações externas e internas, coberturas, sistemas prediais e hidrossanitários. Para cada um desses sistemas são exigidos vários critérios de desempenho, como vida útil, manutenabilidade, segurança estrutural, segurança contra fogo, desempenhos térmicos e acústicos, entre outros. Um dos critérios abordados na norma trata do desempenho acústico dos sistemas hidrossanitários das edificações.

 

Essa parte da norma define os níveis máximos de emissão de ruídos a serem gerados no interior dos dormitórios por tubulações hidrossanitárias, visando maior conforto aos usuários, já que esse tipo de barulho causa bastante incômodo ao morador da unidade inferior. Assim, o nível sonoro produzido instantâneo (Lasmax,nt) mínimo a ser gerado pelas tubulações hidrossanitárias da unidade habitacional superior deverá ser inferior a 42 dB, medidos no dormitório da unidade inferior.

 

Desde a primeira publicação da norma de desempenho em 2008, as construtoras e incorporadoras iniciaram a busca por materiais acústicos que pudessem atenuar esse tipo de ruído, e muitos ainda utilizavam mantas de absorção acústicas de outras aplicações para envolver as tubulações, mas não existiam produtos específicos para essa finalidade. A lã de vidro e lã de rocha eram os materiais mais utilizados .

 

Atualmente, diversas empresas estão desenvolvendo produtos para atenuação acústica de tubulações hidráulicas. Algumas possuíam produtos para isolamento térmico de tubulações diversas que cumprem também o papel de atenuação acústica, como por exemplo as calhas cilíndricas bipartidas em lã de vidro. Outras empresas que produziam mantas para atenuação acústica também estão criando produtos específicos em forma de “tubos” para revestir as tubulações hidráulicas. No mercado já encontramos produtos específicos para essa finalidade fabricados em polietileno expandido de baixa densidade (PEBD) e espuma elastomérica, lançados recentemente na última Feicon. No exterior também encontramos diversas marcas e materiais.

Antes de escolher o produto ideal, é importante conhecer as características de cada um, respectivos desempenhos acústicos, assim como a forma correta de instalá-los, seguindo as orientações da norma de desempenho, que especifica valores “mínimo”, “intermediário” e “superior” a serem atendidos.

 

O procedimento de instalação dos revestimentos para tubos hidráulicos é muito semelhante. A proteção acústica deverá ser realizada em todas as tubulações, seguindo as recomendações de segurança de cada fornecedor. Produtos em lã de vidro requerem alguns cuidados adicionais a serem seguidos, como luvas de proteção. Primeiramente, verifique se as abraçadeiras

metálicas, que fixam e suportam os tubos, estão isoladas do contato com os mesmos. É extremamente importante que os tubos não tenham contato direto com o sistema de fixação.

 

Para fazer isso, utilize pedaços de mantas e tubos acústicos para evitar esse contato. Após esse procedimento, inicie a instalação do material. Tubulações já instaladas necessitam de tubos seccionados. Alguns fornecedores dispõem de tubos recortados. A fixação é feita por abraçadeiras plásticas. Realize o isolamento das caixas sifonadas, utilizando os tubos ou mantas acústicas. Nas curvas, realizar recortes em 45° nas extremidades dos tubos para fazer a união perfeita entre os tubos horizontais e verticais. Envolva todo o sistema com o material acústico. Lembre-se de evitar frestas que possam permitir a transmissão do ruído.

 

A importância do isolamento de todas as fontes de ruído, inclusive nas edificações, e a melhoria da qualidade ambiental vem crescendo nos últimos anos em todo o mundo. Requisitos que visam conforto acústico já são exigidos há muitos anos na Europa. No Brasil, esse tema tem ganhado espaço principalmente com a publicação da norma de desempenho, a ABNT NBR 15575. Embora, muitos profissionais ainda desconheçam o conteúdo da mesma, ou não achem necessário atendê-la, pois a fiscalização no país ainda é precária, construtoras e incorporadoras estão correndo atrás de soluções ideais para atender aos critérios da norma. Da mesma forma, indústrias vem desenvolvendo cada vez mais produtos que se apliquem a essa nova demanda.

 

Aos profissionais do setor da construção cabe não somente conhecer os novos produtos e desempenhos, mas executar de maneira correta, de modo que o objetivo seja cumprido com sucesso. Mesmo que não tenham órgãos fiscalizadores para exigir o atendimento à norma no curto prazo, os consumidores finais são os principais interessados no assunto, pois estão cada dia mais conscientes dos seus direitos, como mostra o código de defesa do consumidor. Empreendimentos que não cumprirem os requisitos estarão sujeitos a diversas penalidades caso sejam acionados.

 

 

(*) Catherine Schrader - arquiteta, proprietária da empresa Catherine Schrader Arquitetura, atua em construção civil há 15 anos. Atualmente, é consultora da Armacell Brasil, onde ministra palestras e treinamentos técnicos sobre aplicações de produtos e projetos.



 

 

Press Contact - 2PRÓ Comunicação

Teresa Silva  -  Tel. (11) 3030-9463

e-mail: teresa.silva@2pro.com.br

Camilla Lisboa – Tel. (11) 3030-9422

e-mail: camilla.lisboa@2pro.com.br

2016 © Armacell BRASIL LTDA

Av. Das Nações Unidas, 12.551 - Conj. 2201 – WTC • CEP: 04578-903 – SÃO PAULO - SP

0800 722 5080 • EMAIL: INFO.BR@ARMACELL.COM